COP21 e COP22 e AS POLÍTICAS DE ENERGIA DO ES. Que raios tem a ver uma coisa com a outra?!

Inúmeros são os motivos para o Espírito Santo acordar para as ENERGIAS INESGOTÁVEIS DOS SOL assim como para outras fontes de energia limpas e renováveis. Contudo os acordos de Paris na COP 21 que culminou na adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e suas ratificações na COP 22 de Marrocos, os quais tem como objetivo manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2oC, acima dos níveis pré-industriais, e de enviar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5oC deverão, sem sombra de dúvida, ser sinais inequívocos para o Estado se inserir neste novo paradigma.

Os ODS deverão orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional nos próximos quinze anos, sucedendo e atualizando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

O acordo contempla 17 Objetivos e 169 metas, envolvendo temáticas diversificadas, como erradicação da pobreza, segurança alimentar e agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, ENERGIA, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura e industrialização, governança e meios de implementação. Confira a íntegra dos ODS acordados.

O tema ENERGIA foi contemplado no sétimo objetivo, tendo energias renováveis e limpas, eficiência energética e sustentabilidade como seus pilares para descarbonização do planeta. No documento "Elementos Orientadores da Posição Brasileira", os quais balizaram a posição brasileira nas negociações para os ODS acordados, ampliar a produção e a distribuição de energia elétrica realizadas pelos próprios usuários (“produção distribuída”) foi apresentada e com certeza será uma política brasileira daqui pra frente.

Esses acordos deverão impactar nas mudanças de prioridades para os destinos de capitais, haja visto que agora os investidores deverão levar em conta as tendências de descarbonização em seus investimentos. “Os decisores políticos e os investidores realmente precisam questionar as suposições datadas sobre custos de tecnologia que não foram atualizadas para o processo de descarbonização deflagrado pelo Acordo de Paris. Planejar novas usinas de carvão e gás usando as taxas de ocupação e vida útil do cenário business-as-usual é receita para ativos ociosos no futuro”, alertou o chefe de pesquisa da Carbon Tracker, James Leaton.

O gráfico abaixo mostra a transição dos custos globais médios relativos a partir de números de referência de 2016 até indicadores operacionais atualizados para um mundo de baixo carbono pós-2020. (Estudo feito pelo Instituto de pesquisa britânico Carbon Tracker).



Um mundo novo, com oportunidades fantásticas está batendo as nossas portas, afinal novas tecnologias que privilegiem a aderência aos objetivos acordados precisarão ser desenvolvidas e ou aprimoradas e oferecidas ao mundo.

Políticas públicas de descarbonização, como a Brasileira que, dentre outras, prevê aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18%, bem como aumentar em 45% a participação de energias renováveis na composição da matriz energética até 2030 deverão orientar os destinos de capitais subsidiados como os do BNDES.

Em outras palavras, acordos da COP21 e COP22 e POLÍTICAS DE ENERGIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO tem tudo a ver. E não faz sentido definir políticas de ENERGIA para o Estado desconectada deste acordo mundial.


 

         


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Autor:


Borges Tavares